05/11/2009 - A questão alimentar sempre foi uma preocupação dos governos em todo o mundo, bem como, da sociedade, afinal o crescimento populacional provoca o aumento das demandas e, conseqüentemente, da produção, com a finalidade de suprir as necessidades da população mundial. Nesse processo de produção e distribuição de alimentos, no entanto, há inúmeros fatores que podem interferir na qualidade e na segurança daquilo que é fornecido para a população.
O alimento constitui-se de uma substância ou mistura de substâncias, no estado sólido, lÃquido, pastoso ou qualquer outra forma adequada, destinada a fornecer ao organismo vivo, os elementos necessários à sua formação, manutenção e desenvolvimento.
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Quando da sua elaboração, formulação e fabricação, inúmeros constituintes poderão integrar sua composição quÃmica, tais como: água, lipÃdeos, proteÃnas, carboidratos, fibras, vitaminas, sais minerais e enzimas, que lhe conferem diferentes propriedades quÃmicas e fÃsicas, necessitando de condições especÃficas de preparo, acondicionamento, temperatura e cuidados higiênicos sanitários adequados, para garantir produtos nutritivos, seguros e acessÃveis à população consumidora.
Isso porque, durante as etapas de sua formulação, o alimento está sujeito a se tornar fonte de incorporação de várias contaminações, quer sejam fÃsicas, quÃmicas e biológicas, que podem comprometer sua qualidade e constituir riscos à  saúde dos seus consumidores.
A Gestão de Segurança de Alimentos visa adotar as práticas padrões de organização e higiene, utilizadas em todos os paÃses do mundo, necessárias para garantir a produção de alimentos seguros.
No Brasil, desde 1993, está regulamentado que os estabelecimentos relacionados à área de alimentos são obrigados a adotar o seu próprio “Manual de Boas Práticas de Fabricaçãoâ€, de acordo com a atividade desenvolvida e com as suas instalações e equipamentos.
O Manual de Boas Práticas é o documento que descreve as práticas realizadas pelo estabelecimento, incluindo os requisitos sanitários do edifÃcio; a manutenção e higienização das instalações, dos equipamentos e dos utensÃlios; o controle da água de abastecimento; o controle integrado de pragas e vetores urbanos; controle da higiene e saúde dos manipuladores e o controle e garantia de qualidade do produto final.
Os estabelecimentos devem possuir também, obrigatoriamente, os “Procedimentos Operacionais Padronizados – POPsâ€. Escrito de forma objetiva, o documento estabelece instruções seqüenciais para a realização de operações rotineiras e especÃficas na produção, armazenamento e transporte de alimentos.
Esse procedimento pode apresentar outras nomenclaturas, desde que obedeça ao conteúdo estabelecido pela legislação.
A segurança de alimentos pode, portanto, ser uma importante condição de negócio, não só no reforço da satisfação dos clientes por demonstrar a capacidade de fornecer alimentos seguros, mas por prevenir e atenuar a possibilidade do fornecimento de produtos não seguros para o seu mercado.
*Consultor Verde Gaia