A nova formatação econômica mundial tem provocado inúmeras alterações no comportamento do homem, como pessoa e como profissional, nas suas relações em sociedade e na atuação das organizações.
Competitividade. Disputa agressiva por poder econômico. Guerras. Nova configuração geopolítica. Mercantilização dos prazeres. Escassez dos recursos naturais. Aquecimento global. Consumismo exacerbado.
Por um lado, a globalização proporciona um mercado cada vez mais agressivo, em que as tomadas de decisões são sempre movidas pela pressão financeira e do tempo e, por vezes, não levam em consideração a abordagem ética, seja em âmbito local ou global.
Grandes empresas engolindo pequenas, cartéis, negociatas, dumping, propinas, entre outros exemplos mostram como o mercado tem se tornado antiético.
Por outro lado, a mesma globalização trouxe expressivos avanços para a medicina, proporcionando aumento da expectativa de vida e discussões sobre a qualidade de vida. Isso sem falar da evolução tecnológica, que ampliou a interação virtual.
A globalização quebrou barreiras e mostrou que, embora geopoliticamente existam fronteiras, pelo menos na realidade virtual o mundo não tem delimitações e a consciência é o primeiro passo para a mudança no campo ético.
O mercado globalizado proporcionou maior o acesso às informações e, como conseqüência, as pessoas estão cada vez mais conscientes de seu papel no mundo. Pessoas conscientes são, na verdade, consumidores exigentes, que passam a cobrar das empresas não apenas bons produtos, mas, principalmente, uma postura ética e o compromisso com a responsabilidade social e ambiental.
Os escândalos do mercado financeiro dos EUA, assim como a crise que abarcou todo o mundo, servem como alerta para as empresas de que ética não pode figurar como segundo plano. As empresas precisam compreender que o consumidor está atento e não admitirá que a responsabilidade empresarial esteja limitada aos seus resultados financeiros. Isso quer dizer que a conduta das empresas deverá estar alinhada aos valores morais de onde quer que esteja instalada, respeitando as culturais locais, bem como o meio ambiente.
Prova disso é o grande o número de empresas que estão em busca de certificações ambientais e de responsabilidade social, como forma de atender ao mercado. Isso sem falar na criação de institutos, trabalho s realizados junto às comunidades locais e apoio aos projetos sociais.
É certo afirmar que as práticas ainda não estão completamente alinhadas aos discursos, no entanto, vale ressaltar que isso será essencial para as empresas futuramente. Afinal, é a experiência das pessoas que forma o conceito de uma empresa e constrói a sua imagem. Assim, uma empresa não conseguirá sustentar por muito tempo o discurso de "empresa responsável", se na prática, as pessoas não conseguirem comprovar e experimentar isso.
Na atualidade, esse é a grande missão do homem: estar atento e consciente de seu papel no mundo e cobrar das organizações e instituições que cumpram a sua responsabilidade socioambiental.